Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade Eduardo Mondlane. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade Eduardo Mondlane. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de março de 2016

ENTRADA DA UEM PELA JULIUS NYERERE ENCERRADA. PORQUÊ REALMENTE?

A entrada do Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane pela avenida Julius Nyerere encontra-se encerrada há mais ou menos 10 dias. De acordo com um comunicado afixado no local, o encerramento terá a duração de 90 dias. Aponta-se como motivo do referido encerramento as obras de reconstrução da avenida Julius Nyerere sob a responsabilidade do Concelho Municipal da Cidade de Maputo.

Afirma-se ainda no comunicado que o acesso ao Campus pode ser feito pela rua de França, em sentido único e a saída pela rua dos Presidentes (TV Cabo), também em sentido único. Essas regras não se verificam, pois todos os carros entram pela rua de França e a partir das 15h30 todos os carros saem pela mesma rua provocando um engarrafamento insuportável. A referida rua dos Presidentes nunca foi aberta para a saída dos carros. Há um conjunto de obstáculos (pedras, troncos e ramos de árvores) colocados bem na entrada dessa rua.

À primeira vista, existe uma razão plausível para tal encerramento. Realmente as obras estão a decorrer.
Porém, circulando na mesma avenida, pela faixa de rodagem que se encontra em funcionamento, nota-se que todas as ruas paralelas à entrada da UEM e que se encontram do mesmo lado não estão encerradas. 
Estas ficam encerradas somente quando as obras estiverem a ter lugar exactamente naquele espaço da entrada da rua, que tem mais ou menos 8 metros.

Então, por que é que a UEM não pode proceder da mesma maneira? Procedendo desta maneira, os utentes do Campus, que circulam pela avenida Julius Nyerere, não seriam obrigados a dar a volta para entrar pela rua de França e os engarrafamentos seriam reduzidos.

Juntos pela melhoria da vida dos cidadãos.

Marcos SINATE

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A UEM É A MAIOR UNIVERSIDADE DO PAÍS?

Photo de Marcos Sinate.“Afinal qual a maior Universidade Nacional? 1.UEM 2.UP 3. UniLurio 4. UniZambeze? Qual o criterio para a sua definição?” São as perguntas colocadas por Moçambique Sim Moçambique (Um dos membros dofacebook).

Eu aprendi a consumir com um mínimo de cuidado as informações provenientes da imprensa mas também de outras fontes científicas. Os questionamentos são a minha arma para tentar compreender a sociedade. Deste modo, eu faria perguntas sobre quem é a pessoa que afirmou que a universidade Eduardo Mondlane é a maior do país. Que autoridade tem essa pessoa para afirmar isso? Que conhecimentos tem sobre as outras universidades do país? Que critérios usa para afirmar que a UEM é a maior do país? Qual é a relevância de tais critérios para a classificação das universidades moçambicanas? Obtendo respostas para essas perguntas, a compreensão da afirmação segundo a qual a UEM é a maior universidade do país seria facilitada.

Atenção, não estou a dizer se a UEM é a maior do país ou não. Se o dissesse, estaria provavelmente a reproduzir algo que me foi dito nos anos 90. Nesses anos, provavelmente o critério usado foi o número de salas, de cursos, de estudantes, etc. E hoje em dia é provável que os critérios não sejam mais esses.

Marcos SINATE

terça-feira, 17 de novembro de 2015

“Chamussa vermelha” da Universidade Eduardo Mondlane



A universidade Eduardo Mondlane introduziu já há algum tempo (desde que criou  os parques des estacionamento para os estudantes e visitantes)  o sistema de bloqueio de viaturas estacionadas em locais inapropriados.

Diferentemente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, a UEM não aplica multas pelo estacionamento em locais proibidos. Mas isso não significa que o condutor fique impune. O que faz a UEM?

Ao lado das viaturas bloqueadas por causa do suposto estacionamento num local proibido é frequente encontrar o seu condutor a ligar insistentemente para os números disponíveis na “chamussa vermelha”. Ninguém atende! Essa é a primeira sanção. 

A segunda sanção é ser privado de continuar com a sua jornada como ela tinha sido prevista pois o desbloqueio pode ser efectuado cinco ou mais horas mais tarde.

E finalmente a terceira sanção é o condutor (estudante ou o dr./Dr.) ser blasfemado pelo agente da segurança da UEM. (Você é condutor mas não conhece os sinais de trânsito; Você é estudante universitário ou dr./Dr. mas não sabe ler ou se sabe ler, não entende o que lê, etc.).

Para evitar esse tipo de sanções, abram o olho e respeitem a sinalização rodoviária. Nada de dizer que só vão fazer algo que leva menos de cinco minutos pois em nenhum momento o mau estacionamento (neste lugar) foi definido em função do tempo que a pessoa vai levar na universidade.

Marcos SINATE

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Moçambique devia ter Inspectores Linguísticos



‘‘A língua portuguesa vem de longe! Veio de barco!’’. Esta é uma das expressões que foi muito usada durante uns tempos da minha infância e adolescência. Sempre que alguém cometesse algum erro linguístico essa era a expressão que era usada para o justificar e a pessoa que o cometeu tendia a fazer imediatamente a respectiva correcção.
 
Ah, lembro-me também da expressão ‘‘Joker’’ que era usada pelos adolescentes e jovens como um mecanismo de controle dos erros linguísticos na oralidade. Estas práticas funcionavam muito bem e os falantes da língua portuguesa em Moçambique, alguns deles, melhoraram a sua expressão oral graças a essas ‘‘brincadeiras’’.

Ora, não sei que brincadeira podemos inventar para evitar os erros linguísticos que inundam os livros, jornais, anúncios de vaga, painéis publicitários e até em pedras que indicam a data de inauguração de certas instituições como é o caso da Biblioteca Brazão Mazula, cita no Campus da Universidade Eduardo Mondlane.
Acho que precisamos de Inspectores Linguísticos com poderes para sancionar sobretudo as instituições que publicam documentos contendo erros ortográficos, sintácticos, semânticos e morfológicos. É a imagem do nosso país que fica manchada. Os cidadãos dos outros países membros da CPLP ou ainda os que aprendem a língua portuguesa vão dizer que os moçambicanos escrevem assim enquanto não são os moçambicanos. Na verdade são alguns moçambicanos de que desconheço o perfil.
Em jeito de recomendação, antes da publicação de qualquer documento, que se procure alguém para fazer a sua respectiva revisão linguística.
Abram o olho!
Marcos SINATE

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Assassinato linguístico

A Imprensa Universitária da Universidade Eduardo Mondlane deve ter muito cuidado quando produz panfletos para afixar em qualquer lugar. É importante fazer a revisão das suas produções antes da publicação. O Prof. Doutor Marcelino Liphola é professor auxiliar DE LINGUÍSTICA Teórica e Descritiva e não professor auxiliar EM LINGÍSTICA. Esse professor já desempenhou FUNÇÕES de direcção e chefia e não FUNCÇÕES. Foi ainda director do Centro DE Estudos de Línguas Moçambicanas e não DAS Línguas Moçambicanas.

Esses problemas linguísticos (ortográficos, sintácticos e semânticos) tornam-se mais graves tratando-se dum panfleto que anuncia o lançamento dum livro cujo autor é linguista e o livro lançado é de linguística.

Nada custa pedir à alguém para rever o que a gente escreve para evitar esse tipo de coisas.

Abram o olho!

Marcos SINATE