terça-feira, 1 de março de 2016

VLADEMIR LENINE OU VLADIMIR LENINE?


 É um problema de ortografia ou são nomes de dois indivíduos diferentes? Um deles é conhecido como revolucionário e é de nacionalidade russa. Qual deles? Estaríamos diante dum nome que admite as duas ortografias? Provavelmente, a aproximação entre as pronúncias das vogais I e E, em português, possa levar a esses dois nomes que podem se referir ao mesmo indivíduo.

Em fim, essa é uma grande novidade para mim. E, quando me aparecem coisas novas, tenho sempre algumas perguntas. Mas, questiono também o que já existe é e considerado como normal.

Marcos SINATE

OBJECTOS PREGADOS NAS ÁRVORES DA CIDADE DE MAPUTO

As árvores que se encontram na via pública da cidade de Maputo são, há muitos anos, umas das vítimas preferidas dos cidadãos que sobre elas urinam, alegando que é por falta de sanitários públicos. Esse argumento chega até a legitimar essa prática.

Ultimamente, ver árvores com objectos pregados sobre elas tende a ser comum na nossa cidade capital do país. O que é que se vai dizer nesse último caso para legitimar a acção dos assassinos das árvores com o uso de pregos ou outros objectos?

A pregagem de chapas de publicidade e outros objectos nas árvores é proibida ou não em Maputo? Por que é que é proibida? Por que é que não é proibida? Os cidadãos de Maputo têm consciência das referidas proibições? (se existirem, claro!)
Infelizmente, essa é uma realidade que se verifica na nossa bela cidade de Maputo embora os ambientalistas argumentem que o prego em árvore causa um ponto de infecção. Os furos funcionam como porta de acesso para bactérias e microorganismos que provocam doenças à árvore. O prego que segura o objecto numa árvore causa um ferimento eterno que apodrece o tronco e pode matar a planta que purifica o ar que respiramos. O Cidadão sabia disso? Se não sabia, então saiba!!!

O que é que o Conselho Municipal tem a dizer sobre isso? Ambientalistas moçambicanos, qual é a ideia?

Marcos SINATE

PUBLICIDADES

Há indivíduos que me fazem pensar que não há regras para fazer publicidade.
O que representa essa placa pregada numa árvore? Se a resposta for: “Representa uma publicidade.”, não sei como os especialistas em publicidade a classificariam. Sou ignorante em termos das normas da produção duma publicidade. Por essa razão, pergunto se é normal fazer uma publicidade que obrigue os indivíduos interessados no produto ou nos serviços a ligar para pedir todo o tipo de informações sobre o(s) mesmo(s).


Vejamos, temos que ligar para perguntar:
1 – Que línguas é que ensinam? Que línguas é que traduzem? Para que línguas traduzem?
2 – Onde estão localizados?
3 – Quais são os dias em que dão as aulas?
4 – Quais são os horários das aulas?
5 – Quais são as tarifas para as aulas? E para as traduções?
6 – Quais são os níveis para as aulas?
7 – Quantas horas dão por dia? E por semana?

Entre outras perguntas que levariam o interessado a gastar o seu crédito só para obter informações que poderiam ser facilitadas pelo fornecedor do produto ou prestador de serviços.

Vamos ser um pouco sérios!!!

Marcos SINATE

ENTRADA DA UEM PELA JULIUS NYERERE ENCERRADA. PORQUÊ REALMENTE?

A entrada do Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane pela avenida Julius Nyerere encontra-se encerrada há mais ou menos 10 dias. De acordo com um comunicado afixado no local, o encerramento terá a duração de 90 dias. Aponta-se como motivo do referido encerramento as obras de reconstrução da avenida Julius Nyerere sob a responsabilidade do Concelho Municipal da Cidade de Maputo.

Afirma-se ainda no comunicado que o acesso ao Campus pode ser feito pela rua de França, em sentido único e a saída pela rua dos Presidentes (TV Cabo), também em sentido único. Essas regras não se verificam, pois todos os carros entram pela rua de França e a partir das 15h30 todos os carros saem pela mesma rua provocando um engarrafamento insuportável. A referida rua dos Presidentes nunca foi aberta para a saída dos carros. Há um conjunto de obstáculos (pedras, troncos e ramos de árvores) colocados bem na entrada dessa rua.

À primeira vista, existe uma razão plausível para tal encerramento. Realmente as obras estão a decorrer.
Porém, circulando na mesma avenida, pela faixa de rodagem que se encontra em funcionamento, nota-se que todas as ruas paralelas à entrada da UEM e que se encontram do mesmo lado não estão encerradas. 
Estas ficam encerradas somente quando as obras estiverem a ter lugar exactamente naquele espaço da entrada da rua, que tem mais ou menos 8 metros.

Então, por que é que a UEM não pode proceder da mesma maneira? Procedendo desta maneira, os utentes do Campus, que circulam pela avenida Julius Nyerere, não seriam obrigados a dar a volta para entrar pela rua de França e os engarrafamentos seriam reduzidos.

Juntos pela melhoria da vida dos cidadãos.

Marcos SINATE

MINISTRO (JORGE) FERRÃO NÃO QUER TELEMÓVEIS NAS SALAS DE AULAS

Até parece que algum ministro, director nacional da educação, director provincial, distrital, director de escola ou mesmo professor tivesse permitido o uso de telemóveis na sala de aulas. Mas, esse é o título cujo conteúdo agita muitos dos cidadãos que têm a capacidade e a disposição para a leitura do que é publicado nos nossos órgãos de informação e nas redes sociais. Alguns artigos do facebook fazem analises sobre a atitude e o discurso do ministro da educação e desenvolvimento humano em relação ao uso do telemóvel na sala de aulas pelos alunos e pelos professores.

Uns apresentam um conjunto de argumentos a favor e outros contra o banimento do uso dos telemóveis na sala de aulas. Esses dois grupos apresentam os seus argumentos como se fossem peritos em ciências da educação. Mas um é perito em ciências de educação com o uso de tecnologias na sala de aulas e o outro sem o uso das tecnologias.

Os que fazem parte do primeiro grupo argumentam que o uso de telemóveis na sala de aulas pode contribuir para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Pode ser verdade. Mas, que telemóveis é que devem ser usados para tal? Todos? Em que momentos o telemóvel deve ser usado na sala de aulas para que os alunos possam passar de classe? Se for para cada aluno usar o telemóvel no momento em que ele bem entender e pesquisar o que ele bem quiser durante a aula, que pensemos para onde vamos com isso. Se o professor planificar uma aula e notar que, usando o telemóvel, é possível atingir os objectivos do ensino aprendizagem, por que é que não se pode usar esse aparelho? Contudo, podemos sempre perguntar quantos alunos têm o tipo de telemóvel que o professor possa achar adequado para o sucesso da aula por si planificada. A menos que se confirme que qualquer telemóvel possa ser usado no processo de ensino-aprendizagem.

Quanto aos que fazem parte do segundo grupo, os peritos em ciências da educação sem o uso das tecnologias na sala de aulas, estes defendem que com o banimento do telemóvel, a melhoria do aproveitamento pedagógico para o ano de 2016 está garantido a 100%. Exagerando um pouco! (risos). Esses falam como se tivessem feito uma pesquisa na qual se detectou a causa das reprovações em massa registadas em 2015 – o telemóvel é o responsável por tudo isso. Embora possa ser verdade que o telemóvel contribua em certa medida para o fracasso do processo de ensino aprendizagem, ele não pode ser o único sacrificado em detrimento das outras causas mais graves (fraca formação dos professores, insuficiência de material escolar ou chegada tardia do mesmo às escolas, currículo de ensino ineficiente, entre outros factores sociopolíticos, económicos e culturais, etc.).

Vamos perceber uma coisa. A grande preocupação dos dois grupos que discutem é de melhorar o aproveitamento pedagógico que, de acordo com o Diário da Zambézia, foi abaixo dos 80% em 2015. Considero que a intenção seja essa. O número aqui referido, representa a percentagem dos que passaram de classe e não os que tiveram sucesso no processo de ensino- aprendizagem. É muito diferente. Quando se fala de aproveitamento pedagógico, considero que se está a falar dos indivíduos que passam de classe. Será que todos os que passam de classe reflectem o sucesso do processo de ensino- aprendizagem? Há fracassados que passam de classe, não? Há muita gente que passa de classe sem saber ler e nem escrever.

Na minha opinião, o debate sobre o assunto do uso ou não do telemóvel na sala de aulas (para a melhoria do desempenho e do aproveitamento pedagógico) exige um debate que envolva indivíduos com sólidos conhecimentos sobre o Desenvolvimento Curricular e Modelos de Ensino assim como das metodologias, métodos e técnicas do ensino. A inclusão dos telemóveis no processo do ensino-aprendizagem exige, no meu entender, a formação (capacitação) de professores para tal e também a capacitação dos alunos que já usam os telemóveis para aprender o que quer que seja. Para não excluir os alunos que nunca tiveram um telemóvel na sua vida, é necessário que alguém lhes proporcione primeiro os aparelhos e em seguida lhes dê formação/capacitação para que estes os possam usar para o seu desenvolvimento escolar.

Marcos SINATE

URINAR NA VIA PÚBLICA? NÃO. EIS UMA DAS SOLUÇÕES.

Essa foto não é nova. Escrevi algo sobre ela há poucos dias e publiquei no facebook. Dessa publicação, constatei que ainda existem muitos indivíduos que procuram defender a legitimidade dessa prática nociva ao ambiente e à saúde dos próprios cidadãos. O argumento principal continua sendo a falta de sanitários públicos. O que percebo desse argumento é que enquanto não houver sanitários públicos em toda a cidade de Maputo, os cidadãos vão indubitavelmente urinar na via pública.
Não sei em que cidades do mundo podemos encontrar sanitários públicos em todos os bairros e esquinas das ruas e avenidas para que os cidadãos possam fazer as suas necessidades. Considero o meio urbano como um espaço que exija um certo estilo de vida que leva os cidadãos até a controlar a sua alimentação em termos de horários, qualidades e quantidades.
Os cidadãos devem saber o que consumir e em que quantidade. Há alimentos que, quando consumidos em determinadas quantidades – de que o indivíduo devia ter um mínimo de conhecimento – são mais laxativos para uns e não para os outros. Há indivíduos que após terem ingerido uma certa quantidade de líquidos têm necessidades de urinar com muita frequência. Esses indivíduos deveriam saber como funciona o seu organismo para evitar expor, aos passantes, a sua posição predilecta para fazer as necessidades.
Para não ter necessidades de urinar na via pública, é importante que os cidadãos mudem do seu comportamento alimentar. Mas antes, é preciso conhecer o seu organismo. Sempre que achar que se vai deslocar a cidade, é preciso saber o que consumir e em que quantidades. Não vale a pena beber um litro de água, sabendo que vai circular por zonas em que não há sanitários públicos. Não vale a pena comer uma papaia, banana, comida "tocada" sabendo que o seu estômago "não aguenta" e que vai circular numa zona em que não há sanitários públicos.
Uma mudança de comportamento pode também ser feita para evitar deitar lixo nos passeios ou lança-lo para a via pública pelas janelas dos carros, alegando que é pela falta de lixeiras no meio urbano.
Juntos pela boa cidadania!
Marcos SINATE

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

NÃO HÁ SANITÁRIOS PÚBLICOS. ENTÃO, VOU FAZER AS MINHAS NECESSIDADES NA VIA PUBLICA?

Alguém fotografou esse indivíduo que se encontrava supostamente a urinar no muro da Embaixada Sul Africana e publicou no facebook. A foto vinha com a seguinte legenda “Nem o Muro da Embaixada Sul Africana escapa ao grave Fenómeno "mijatorio"....”.

Achei muito interessante, não o título e nem a foto, mas os cometários feitos sobre esta publicação. Maior parte dos comentários afirma e defende que a acção do indivíduo que aparece na foto é legítima, pois na zona em que ele se encontra não há sanitários públicos. Que coisa! Alguém mais concorda com isso?

Eu concordo com uma parte desses discursos. Realmente, no espaço onde foi tirada a fotografia ou ainda ao longo de toda a avenida Julius Nyerere, não encontramos sanitários públicos. Mas isso não justifica que os cidadãos urinem nas árvores e muros que se encontrem na via pública.


Eu quero acreditar que esse indivíduo não se sentiu aflito exactamente naquele lugar. Esse indivíduo sentiu-se aflito algures e conseguiu deslocar-se até àquele lugar que ele achou como adequado para se aliviar. Se fosse por falta de sanitários públicos, esse indivíduo teria feito as suas necessidades menores em qualquer outro sítio.

Quero ainda acreditar que, naquelas bandas, havia mais pessoas que também estavam aflitas, porém não foram àquele muro e nem às árvores. Tomaram outras atitudes. Porquê?

Marcos SINATE