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terça-feira, 1 de março de 2016

OBJECTOS PREGADOS NAS ÁRVORES DA CIDADE DE MAPUTO

As árvores que se encontram na via pública da cidade de Maputo são, há muitos anos, umas das vítimas preferidas dos cidadãos que sobre elas urinam, alegando que é por falta de sanitários públicos. Esse argumento chega até a legitimar essa prática.

Ultimamente, ver árvores com objectos pregados sobre elas tende a ser comum na nossa cidade capital do país. O que é que se vai dizer nesse último caso para legitimar a acção dos assassinos das árvores com o uso de pregos ou outros objectos?

A pregagem de chapas de publicidade e outros objectos nas árvores é proibida ou não em Maputo? Por que é que é proibida? Por que é que não é proibida? Os cidadãos de Maputo têm consciência das referidas proibições? (se existirem, claro!)
Infelizmente, essa é uma realidade que se verifica na nossa bela cidade de Maputo embora os ambientalistas argumentem que o prego em árvore causa um ponto de infecção. Os furos funcionam como porta de acesso para bactérias e microorganismos que provocam doenças à árvore. O prego que segura o objecto numa árvore causa um ferimento eterno que apodrece o tronco e pode matar a planta que purifica o ar que respiramos. O Cidadão sabia disso? Se não sabia, então saiba!!!

O que é que o Conselho Municipal tem a dizer sobre isso? Ambientalistas moçambicanos, qual é a ideia?

Marcos SINATE

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bio agradabilidade desafiada na Praça 25 de Junho em Maputo

Há poucos anos reabilitado, o jardim da Praça 25 de Junho na baixa da cidade de Maputo era um dos lugares considerados bons para passear, repousar, ler um livro ou jornal, tirar fotografias, etc. Porém esta não é a mesma realidade que se verifica nos nossos dias.


A Praça 25 de Junho transformou num local de venda e consumo de comidas servidas em pratos descartáveis (denominados take away), pão com ‘‘badjia’’, biscoitos (fiosses), laranjas, mandioca e muito mais.

O que mais me chamou atenção não é o facto de haver vendedores e consumidores neste local, mas a forma como esses indivíduos se relacionam com o plástico. Uma vez terminada a refeição os consumidores deitam os “take aways” no chão, espalhando-os por toda a praça. Deitam igualmente o plástico juntamente no qual é introduzida a comida aquando da compra.

Quem são esses indivíduos que, embora vivendo na cidade, ainda não têm a informação sobre os problemas ambientais provocados pelo plástico? Se não tiverem informação sobre os problemas ambientais, pelo menos devem saber que não devem espalhar o plástico e os take aways usados para não sujar a cidade.

O plástico não é bio degradável mas os cidadãos devem ser bio agradáveis!

Esta é a mensagem que se procura transmitir aos cidadãos para evitar danos ao meio ambiente e evitar também a exposição do cidadão a riscos sanitários. Porém, ainda há muito poucos cidadãos a colaborar neste sentido.

Entendo eu que ser bio agradável não seja necessariamente não usar o plástico, mas sim o uso racional do mesmo. O plástico pode ser reciclado e reutilizado para outros fins.

Abram o olho e sejam bio agradáveis!

Marcos SINATE