segunda-feira, 17 de agosto de 2015

‘‘MUDUDUMELA’’ nas ruas da cidade de Maputo


Andando pelas ruas da cidade de Maputo, deparamos com realidades que são inaceitáveis no meio urbano. Dentre as várias realidades, aparecem as queimadas que têm lugar nos contentores de lixo e mesmo nos passeios.

Foi incrível ver estas chamas em plena Avenida de Maguiguana, ao lado de contentores de lixo feitos de plástico. Lembrei-me logo das imagens que retratam conflitos armados e manifestações (greves), que a televisão nos tem mostrado.

Afinal de contas as chamas estavam a devorar um cabo eléctrico colocado intencionalmente por um indivíduo com certas finalidades (que podem ser obscuras). De onde vinha aquele cabo? A EDM reclama do roubo de cabos eléctricos (e as pessoas que ficam sem energia eléctrica nas suas residências também) mas há indivíduos que os queimam em pleno meio urbano, desafiando todo o tipo de punições. Pelo perfil que o local apresenta, dá para perceber que não é a primeira vez que esta prática ali tem lugar.

Que as autoridades competentes façam devidamente o seu trabalho para que não haja queimadas de todo o tipo no meio urbano, sobretudo nesta cidade que já se vai degradando a cada dia pelas acções dos ‘‘anti-cidadãos’’ que deitam lixo no chão e urinam nas árvores e muros. Faço apelo também para que os cidadãos colaborem para combater este(s) mal(es). Não poluir, não destruir os passeios pois este acto tem como consequência impedir o cidadão de circular nos espaços que lhe são reservados ou ainda circular com riscos de tropeçar. Para alem disso tudo, as queimadas atentam contra a postura urbana.

Abram o olho!
Marcos SINATE

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ministra implacável à violação da Legislação Laboral



O acesso aos tribunais e o acesso rápido à justiça por parte dos cidadãos moçambicanos é nosso desejo como cidadãos deste país. E esse desejo foi reiterado pelo Presidente Nyusi. Mas, para o referido acesso à justiça, os cidadãos moçambicanos devem encaminhar os casos aos tribunais. Os que não os encaminham e ficam nos cantos da empresa ou do posto de trabalho a murmurar, deveriam fazer parte do filme intitulado ‘‘O silêncio dos inocentes’’. Não estou a fazer publicidade do filme mas este é muito interessante. Denunciar uma injustiça não é crime e não deve ser vergonhoso dizer que foi vítima dela.

A denúncia e a solicitação das entidades competentes para a investigação e verificação dos casos de corrupção é um direito do cidadão moçambicano, residente dum país democrático em que a liberdade de expressão deve e é uma realidade. Só assim podem rebentar os furúnculos das instituições que apresentam uma imagem toda brilhante mas que contêm muita impureza no seu interior. Há instituições que não têm existência legal, maltratam e insultam trabalhadores, fazem contratos ilegais, há despedimentos sem justa causa, etc.

Que seja percebido que tudo o que estiver previsto nas leis como injustiça, tem as referidas sanções para a restituição da ordem social ou a reparação do dano provocado.

Na realidade, têm acontecido em nossos tribunais que processos levem mais de seis meses para o julgamento. Porém vale a pena ter um caso na lista de espera do julgamento ao ficar com a dor da injustiça no interior do seu humilde esqueleto coberto de pele negra. Mas esperamos que com essa vontade do Presidente da República, com a nossa vontade e com a vontade, seriedade e honestidade dos juízes, os casos sejam julgados em menos de dois meses.

O tribunal é o espaço adequado para espremer os furúnculos que assolam várias instituições no nosso país. Uma das cidadãs moçambicanas com poderes para o exercício da actividade de espremer furúnculos e exerce-os seriamente é a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Victória Diogo. Na semana passada, essa Ministra interditou um cidadão português de exercer qualquer actividade laboral no país por maus tratos e insultos perpetrados aos trabalhadores da empresa de que era Director. Mas ela não tolera igualmente os violadores da lei laboral e sobretudo quando se envolvem em casos de corrupção.

‘‘Sabino Filipe Custódio, director-geral da empresa Custódio Construções, e Fernando Dias, ambos de nacionalidade portuguesa e que também se encontravam ilegalmente em Moçambique, foram suspensos, com efeitos imediatos, por violações da legislação laboral moçambicana e maus-tratos perpetrados por trabalhadores de origem estrangeira…. Para além destas infracções, a direcção da empresa Custódio Construções procedia a despedimentos sem justa causa,’’ (http://www.verdade.co.mz/newsflash/54293-suspenso-director-da-empresa-custodio-construcoes-por-insultos-e-maus-tratos-a-mocambicanos)

A nossa Ministra espreme os furúnculos e afirma:

"Não seremos complacentes a violações reiteradas e graves à legislação laboral no nosso país, sobretudo no que respeita à contratação de mão de obra estrangeira e desrespeito pelas normas de protecção e segurança no trabalho", ( http://www.sapo.pt/noticias/governo-mocambicano-avisa-que-sera-implacavel_5591368c70442a16261d91df)

Os violadores de leis devem saber reconhecer os seus erros e não fugir antes da sua correcção, pois considera-se que o verdadeiro Homem não é aquele que mais sabe arranjar estratégias de fuga mas aquele que mais sabe enfrentar os problemas e resolvê-los sem ódio, sem vingança, sem perseguições e sem violência.

Abram o olho e vamos denunciar os violadores das leis moçambicanas independentemente da sua origem ou do seu estatuto social, económico, político ou cultural. Violador de lei é violador de lei e deve ser sancionado.

Marcos SINATE

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bio agradabilidade desafiada na Praça 25 de Junho em Maputo

Há poucos anos reabilitado, o jardim da Praça 25 de Junho na baixa da cidade de Maputo era um dos lugares considerados bons para passear, repousar, ler um livro ou jornal, tirar fotografias, etc. Porém esta não é a mesma realidade que se verifica nos nossos dias.


A Praça 25 de Junho transformou num local de venda e consumo de comidas servidas em pratos descartáveis (denominados take away), pão com ‘‘badjia’’, biscoitos (fiosses), laranjas, mandioca e muito mais.

O que mais me chamou atenção não é o facto de haver vendedores e consumidores neste local, mas a forma como esses indivíduos se relacionam com o plástico. Uma vez terminada a refeição os consumidores deitam os “take aways” no chão, espalhando-os por toda a praça. Deitam igualmente o plástico juntamente no qual é introduzida a comida aquando da compra.

Quem são esses indivíduos que, embora vivendo na cidade, ainda não têm a informação sobre os problemas ambientais provocados pelo plástico? Se não tiverem informação sobre os problemas ambientais, pelo menos devem saber que não devem espalhar o plástico e os take aways usados para não sujar a cidade.

O plástico não é bio degradável mas os cidadãos devem ser bio agradáveis!

Esta é a mensagem que se procura transmitir aos cidadãos para evitar danos ao meio ambiente e evitar também a exposição do cidadão a riscos sanitários. Porém, ainda há muito poucos cidadãos a colaborar neste sentido.

Entendo eu que ser bio agradável não seja necessariamente não usar o plástico, mas sim o uso racional do mesmo. O plástico pode ser reciclado e reutilizado para outros fins.

Abram o olho e sejam bio agradáveis!

Marcos SINATE

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O CCFM tem furúnculo!



O Centro Comunal Furúnculo Moçambiquês é uma instituição comunal binacional. É o único centro no país que desenvolve várias actividades dentre as quais os CF (Cursos de Férias). Estes cursos são os mais rentáveis do centro pois desenvolvem-se campanhas de publicidade na televisão, na rádio, nos jornais, no website do centro e também no facebook.
Se quiser participar desses cursos, basta entrar em contacto com a recepção ou com a coordenadora para se inscrever. Tem vários horários: das 07h às 9h; das 12h às 14h; das 16h às 18h e das 18h às 20h. Há também a possibilidade de beneficiar dos cursos em qualquer lugar dentro do território nacional.
Todos os professores do CCFM têm uma excelente formação e são competentes, com espírito aberto e muito inteligentes. Eles trabalham em português, francês, chinês, inglês e moçambiquês. O centro conta com(5 salas de aulas), o equipamento e o matérial são hiper modernos (DVD, CD audio, televisores e computadores). Estes profissionais oferecem aos alunos condições para aprenderem com muita qualidade.

O CCFM tem furúnculo!
O furúnculo é, de acordo com o site http://www.criasaude.com.br, ‘‘uma infecção na pele causada por uma bactéria, o estafilococo. Ela pode se complicar, tornar-se crónica e se disseminar para outras regiões do corpo, sendo conhecido como carbúnculo ou antraz.’’
O furúnculo nasce como uma borbulha desprezível porém dolorosa. Ele vai inflamando e forma pus no seu interior.
É muito doloroso drenar (espremer) um furúnculo mas é necessário. Algumas pessoas, como é o caso da Directora do CCFM, fugiram antes da drenagem do furúnculo e deixou-o para o outro e este outro também quer passá-lo para um outro. Mas vamos ajudar esses indivíduos a se livrar desse mal pegando-os. Nem que seja para encarcerá-los durante dois dias. Temos que espremer o furúnculo que já rebentou.
Essas fugas só mostram o quão é doloroso espremer um furúnculo e o medo que as pessoas têm de ver a ‘‘sujidade’’ que dele sai.
Quando se rebenta um furúnculo, há grandes quantidades de pus composto por incompetência, negligência, racismo, aliciamentos, desrespeito das leis, nepotismo, irresponsabilidade, corrupção, vingança e até o assédio.
Todos esses elementos são encontrados no furúnculo do CCFM e reproduzem-se pela falta do pleno exercício da cidadania por parte dos seus funcionários e pela colaboração das pessoas responsáveis pela inspecção das actividades desenvolvidas por esta instituição.
Vamos todos colaborar para drenar (espremer) esse furúnculo e aliviar as dores que massacram a instituição que existe já há mais de dezanove anos no território nacional, desenvolvendo entre outras actividades os cursos de férias que têm lugar durante todo o ano (de Janeiro a Dezembro). Tenho a lembrar que estes cursos chegam a ter entre 250 a 750 alunos por ano.
Para acabar os furúnculos na nossa sociedade em geral e nas instituições em particular é só abrir o olho e exercer a sua cidadania.
Abram o olho!
Marcos SINATE

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Abelhas não querem a reabilitação do Jardim Tunduru



Durante as obras de reabilitação do Jardim Tunduru na cidade de Maputo, um enxame paralisou as obras durante quase uma hora. Trabalhadores correndo de um lado para o outro, abandonando as obras e os seus instrumentos de trabalho é um cenário que se verificou no dia 4 de Fevereiro do ano corrente, contundo as obras não pararam.
Antes mesmo do fim das obras de reabilitação, o jardim acima referido já se apresenta com um nível considerável de beleza, resgatando a sua característica de lugar paradisíaco no centro da cidade de Maputo. É neste lugar em que havia visitas de estudo realizadas por alunos das escolas primárias, secundárias e também por estudantes universitários. Para além das visitas de estudo, este jardim constituía um dos lugares privilegiados para tirar fotografias por ocasião de eventos como casamentos, baptizados, entre outros, sem nos esquecermos de incluir os que à este lugar se dirigiam para encontros românticos, ler jornal ou revistas, escrever livros e poemas, etc.
Aguardamos ansiosamente para ver abertas as portas desse maravilhoso jardim e podermos lá passear, comportando-nos sempre como ‘‘bons’’ cidadãos (não deitar lixo no chão, não arrancar as plantas, não urinar em locais impróprios, não pescar e nem tomar banho nas piscinas, etc).
 
Abram o olho para ver brevemente a beleza do nosso Jardim Tunduru que está de volta!!!

Marcos SINATE