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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Abelhas não querem a reabilitação do Jardim Tunduru



Durante as obras de reabilitação do Jardim Tunduru na cidade de Maputo, um enxame paralisou as obras durante quase uma hora. Trabalhadores correndo de um lado para o outro, abandonando as obras e os seus instrumentos de trabalho é um cenário que se verificou no dia 4 de Fevereiro do ano corrente, contundo as obras não pararam.
Antes mesmo do fim das obras de reabilitação, o jardim acima referido já se apresenta com um nível considerável de beleza, resgatando a sua característica de lugar paradisíaco no centro da cidade de Maputo. É neste lugar em que havia visitas de estudo realizadas por alunos das escolas primárias, secundárias e também por estudantes universitários. Para além das visitas de estudo, este jardim constituía um dos lugares privilegiados para tirar fotografias por ocasião de eventos como casamentos, baptizados, entre outros, sem nos esquecermos de incluir os que à este lugar se dirigiam para encontros românticos, ler jornal ou revistas, escrever livros e poemas, etc.
Aguardamos ansiosamente para ver abertas as portas desse maravilhoso jardim e podermos lá passear, comportando-nos sempre como ‘‘bons’’ cidadãos (não deitar lixo no chão, não arrancar as plantas, não urinar em locais impróprios, não pescar e nem tomar banho nas piscinas, etc).
 
Abram o olho para ver brevemente a beleza do nosso Jardim Tunduru que está de volta!!!

Marcos SINATE

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jardim botânico transformado em Jardim "hídrico" e zoológico



Este jardim, um ‘’Lugar muito especial e agradável. O Jardim Botânico de Maputo, outrora conhecido como Jardim Vasco da Gama e agora denominado Tunduru, é um espaço localizado bem no centro da cidade onde se podem observar inúmeras espécies de árvores e plantas Africanas.’’ (http://mblog.canalblog.com/archives/2006/08/26/5336019.html). 
Neste discurso, o que ainda constitui a realidade deste jardim é apenas o nome e a sua localização. Já não é um lugar especial e nem agradável; Já não é necessariamente um jardim botânico; As árvores e plantas que lá se encontram, já não são autenticamente africanas e já não são numerosas. São árvores e plantas sem identidade, pois perderam as placas que as identificavam. Só as próprias árvores e plantas, provavelmente, sabem o que elas são.

O jardim Tunduru era o local preferido dos namorados e de passeio para os recém-casados que amavam tirar fotografias para as suas belas recordações. Vários outros públicos dirigiam-se a este local, como é o caso de crianças e jovens estudantes em passeio. Era um local de passeio, de estudos e de visitas escolares.

Mas, ultimamente este lugar é um autêntico sinistro. Cheio de água escorrendo por todo o lado,  sob a forma de rios que vão desaguar no Índico ou no Pacífico. Na realidade, esses fluxos de água vão desaguar na Avenida Samora Machel e se estendem sob a forma dum oceano. No dia em que vi aquelas águas descendo pelas ex- vias reservadas aos visitantes do jardim, perguntei-me se as inundações não teriam atingido a cidade de Maputo sem que tivesse chovido. Este jardim transformou-se em residência de malfeitores que atacam as pessoas mesmo durante o dia. Os peixes habitam as ruas que estavam reservadas para a circulação das pessoas. Assim, pessoas e peixes já partilham o mesmo espaço físico. Só que, como as pessoas não se podem tornar aquáticas, evitam os riachos pulando-os. Mas, por vezes, quando não pulam devidamente, molham-se os sapatos e mesmo as calças. 
Para circular em alguns lugares dentro deste ex-belo jardim, temos que estar munidos de botas de borracha, calções e, se possível, uma arma de fogo para se defender dos malfeitores e dos cães raivosos que nele vivem. 
Algumas das áreas deste jardim são usadas como casas de banho para o tratamento da higiene pessoal. Há ainda os que o transformam em local para tomar o seu almoço e deixar o lixo espalhado sobre a relva sob pretexto que não existem lixeiras.

Mesmo assim, ainda há informações não actualizadas em sites Internet, dizendo “Das típicas Acácias aos bonitos Jacarandás, é possível encontrar de tudo um pouco.” Neste ex-jardim? Pergunto-me eu. Esse discurso já não cola com a realidade que se vive no ex-Jardim Vasco da Gama.

O próximo Presidente do Município de Maputo deveria dar uma olhadela nas antigas fotos deste jardim e procurar restabelecer a sua beleza em pelo menos 99%. Não devemos deixar o nosso património sucumbir desta maneira. Se for necessário que haja eleições, já votei pela reabilitação deste jardim e não pela sua transformação em outra coisa que não seja o que ele sempre foi. 
Abram o olho para esta realidade e façam algo para a sua mudança. Ignorar realidades destas, não deve fazer parte da nossa cultura social e nem da cultura política.